Opiniões do José
- Publicado por José Miguel
 O Desporto está longe de ser apenas Futebol.
É certo que em Portugal esse é um estereótipo mais que instalado e complicado de eliminar, pois para os portugueses, é impensável imaginar que na Polónia o Desporto Rei seja os Saltos de Esqui porque o melhor saltador de sempre é polaco, que na Dinamarca o Andebol seja o Desporto sobre o qual se deposita mais atenção por a selecção Dinamarquesa é campeã da Europa, ou que na França, o Râguebi e o Ténis sejam de longe mais populares do que Futebol.
O que é certo é que na minha opinião, o comum português não sabe ver desporto nem valoriza o desporto, nem sequer o próprio futebol. O povo gosta dos seus clubes, não gosta de futebol, e essa é uma evidência que tem tão de triste como de evidente.
Por esta razão, e pela falta de mentalidade extra-futebol existente em Portugal não considero surpreendente que apareçam talentos como Ronaldo que ainda ontem foi coroado, surpreende-me sim, e muito, a existência de talentos noutras modalidades como Vanessa Fernandes no Triatlo (desconhecido antes desta aparecer), o campeão olímpico Nelson Évora no Triplo Salto ou ainda a mais recente menina-prodígio do Ténis Português e Mundial, Michelle Larcher de Brito.
Mas como não tenciono dedicar todo o meu post à mentalidade (ou falta dela) desportiva dos portugueses, vou dedicar este post a uma das modalidades que mais admiro, o Ténis.
Acredito que tal como o comum português, nem todos os que visitam este blogue têm o mínimo interesse em ler um post sobre uma modalidade onde efectivamente os portugueses não têm passado nem presente relevante, mas poderão ter futuro, é nisso que acredito.
Começa na próxima quarta-feira a qualificação do Open da Australia, primeiro Grand Slam da temporada.
Michelle Brito e Neuza Silva irão estar presentes com todas as atenções a concentrarem-se na jovem de apenas 15 anos, que na época transata ganhou a duas jogadoras do top20 e chegou por duas vezes à terceira ronda de torneios TierI (categoria máxima do WTA).
Portugal estará ainda representado por Miguel Almeida no torneio de Juniores, sendo o único participante masculino na Austrália tendo em conta as notadas ausências de Frederico Gil e Rui Machado, dois jogadores que na época passada estiveram presentes em quadros principais de Grand Slams, assim como de Frederica Piedade, jogadora que fez uma estrondosa época de 2008 e da qual se esperava uma boa entrada em 2009.
Na segunda dia 19, arrancarão os quadros principais, com a grande ausência a ser a esbelta Maria Sharapova, lesionada há 7 meses, não irá defender o seu título conquistado o ano passado na final face à não menos (e até mais) esbelta Ana Ivanovic.
A sérvia é juntamente com a compatriota Jankovic, com as irmãs Williams e com a armada russa umas das grandes favoritas ao título que parece mais aberto que nunca.
Nos homens, este é igualmente um dos Grand Slams mais aguardados dos últimos tempos. Tudo porque o domínio de Nadal e Federer parece estar a dissipar-se às mãos do fabuloso escocês Andy Murray, que só este ano em duas semanas consecutivas, ganhou dois torneios, batendo Federer em ambos.
Lógico que Rafa e Roger continuam a ser favoritos ao título, não descartando o nº3 mundial e campeão em título Novak Djokovic que começou a época com o pé esquerdo ao perder na ronda inaugural de Brisbane com Ernests Gulbis.
Os dados estão lançados e resta esperar para ver.Etiquetas: As opiniões do José, Ténis
A Importância da Taça da Liga
- Publicado por José Miguel
zA aparição da Taça da Liga em Portugal foi encarada com curiosidade e interesse.
Na primeira época (2007/2008) o modelo era efectivamente estranho, começando com 4 fases a eliminar, sendo que apenas na 3ª entravam os 3 principais clubes, e a 4ª era disputada a duas mãos, antes de uma fase de grupos que definia os finalistas.
O sucesso da época passada foi muito pouco. Porto foi eliminado pelo modesto Fátima na 3ª eliminatória, mostrando aí um profundo desinteresse pela competição. Na mesma eliminatória, o Benfica precisou de penaltis para ultrapassar o Estrela na Reboleira e o Sporting necessitou de igual desfecho para bater o Vitória de Guimarães na Cidade Berço.
Benfica não durou muito mais tendo perdido com o futuro campeão Setúbal, enquanto o Sporting ainda sobreviveu até perder na final, com Eduardo a ser figura nos penaltis de Faro.
O que é certo é que depois do semi-fiasco da época passada, onde a Taça da Liga apareceu rotulada de uma competição de mera rotação de jogadores, com as equipas a não darem o (suposto) valor que a competição tem, a Calsberg Cup, apareceu com novo formato, com duas fases de grupo, e um sistema competitivo que me parece efectivamente mais adequado a uma competição que quer ter os clubes grandes como protagonistas.
Depois de duas fases a eliminar e uma fase de grupos que reduziu o lote de equipas da competição, os clubes principais nesta 3ª fase, com 3 grupos de 4 equipas das quais passam o 1º classificado e ainda o melhor 2º.
O que é evidente é que após a primeira jornada dos respectivos grupos, nota-se uma clara diferença de mentalidade dos clubes grande em relação à competição. Sporting antecipou a sua jornada, tendo jogado e ganhou a meio de Dezembro numa partida em que mostrou qualidade e respeito para com a competição, tendo ganhou de forma clara ao Benfica.
Do Benfica esperava-se que forçosamente atribuísse uma importância à Taça da Liga diferente daquela que Porto e Sporting atribuem. Não só porque efectivamente Porto e Sporting ainda estão na Liga dos Campeões encarando a Europa como prioridade, mas também porque depois duma humilhante e desastrosa derrota na Trofa, os encarnardos precisavam de lavar a cara, e mostrar que suposta crise não existia.
E de facto, o Benfica não jogou brilhantemente e embora tenha jogado com 6 suplentes mostrou uma atitude perante a competição que os outros grandes não mostraram, porque pelas mais referidas razões, não encaram esta competição como uma prioridade.
O Porto encerrou hoje a Jornada da Taça da Liga, num jogo que serviu para mostrar um Setúbal muito fraquinho e um Porto que demonstrou que com a sua 2ª equipa pode ganhar a muitos dos clubes de médio plano nacional.
Em suma, a importância da Taça da Liga não é mais do que a aquela que as grandes instituições futebolísticas lhe atribuem, e julgo que este ano tem condições para ser um sucesso, bem diferente do que se passou no ano passado. Meias Finais com os 3 grandes? Veremos… Etiquetas: As opiniões do José, Nacional, Taça da Liga
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